“Você acha justo que no cotidiano uma pessoa mais forte ou mais poderosa assedie, apelide, exclua, zombe, humilhe, ofenda, amedronte, intimide, ameace, persiga, aterrorize, espanque uma pessoa mais fraca?”
Se você respondeu que não. Meus parabéns, você é contra a prática de bullying. “Bullying? Isto tem a ver com comida, professor?” perguntou-me um aluno do 9º Ano hoje. “Bullying - Violência nas Escolas” foi o tema da primeira atividade desenvolvida com as duas turmas do 9º Ano no Recanto D. Fusco. A violência só gera insegurança na família, escola e sociedade. Bullying é um tipo de violência.
“O termo BULLYING compreende todas as formas de atitudes
agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder.
Segundo a pedagoga Angela Adriana de Almeida Lima, “as formas de Bullying mais comuns em ambientes escolares são agressões físicas e verbais; ameaças; brigas; chantagens; apelidos; trotes; roubo; racismo; xenofobias - aversão a tudo aquilo que vem de outras culturas e nacionalidades –; intimidações; piadinhas; assédios; xingamentos; alienações; abusos; discriminações e várias outras formas de se ridicularizar uma pessoa.” Nas situações de bullying sempre existe a vítima, o agressor e os expectadores. Portanto, é um problema que tem prejudicado alunos, educadores, professores e familiares.
Mas, como é de se supor, isto tem sérias conseqüências psicológicas, escolares e sociais. O bullying contamina todo o ambiente escolar, gerando medo, insegurança, angústia, baixo rendimento escolar, altas taxas de repetência, faltas e evasão escolar e etc.
A prática do Bullying gera situações de violência que podem se estender por toda a família e sociedade. As escolas podem combatê-los eficazmente. Primeiramente, adotando as medidas preventivas de conscientização, elaborando planos de ação que desenvolvam valores e habilidades sociais como o respeito, amor, companheirismo e cidadania. Por fim, trabalhando em parceria com as famílias. Segundo os especialistas Cleo Fante e José Augusto Pedra, as famílias podem e devem ajudar estando alertas para o problema, pois o filho vítima ou agressor precisa de ajuda e apoio psicológico. As dicas são:
1 - Mostre-se sempre aberto a ouvir e a conversar com seus filhos.
2 - Fique atento às bruscas mudanças de comportamento.
3 - É importante que as crianças e os jovens se sintam confiantes e seguros de que podem trazer esse tipo de denúncia para o ambiente doméstico e que não serão pressionados, julgados ou criticados.
4 - Comente o que é o bullying e os oriente que esse tipo de situação não é normal. Ensine-os como identificar os casos e que devem procurar sua ajuda e dos professores nesse tipo de situação.
5 - Se precisar de ajuda, entre imediatamente em contato com a direção da escola e procure profissionais ou instituições especializadas.
Para os interessados seguem alguns links sobre o problema.
http://diganaoaobullying.com.br/secao_dicas/artigos_cientif.htm
http://www.bullying.pro.br/